quarta-feira, outubro 12, 2005

My god's bigger than yours

De cada vez que uma catástrofe natural se abate algures sobre um país ocidental, uma larga maioria de muçulmanos, não conseguindo conter a emoção da derrocada alheia, solta gritos e pula como se as portas do inferno houvessem sido escancarados pelo sopro do próprio Alá, que varre de uma penada alguns milhares de infieis.
Mesmo as falanges mais moderadas do islamismo - e das manifestações públicas de júbilo - não evitam uma referência ocasional ao destino daqueles que não devotam a sua vida ao cumprimento do Corão e respectiva adoração da sumidade divina islâmica.
O Katrina foi - sobretudo para os primeiros - a manifestação meterológica-justiceira do divino. O bafo de Alá - e respectiva ranhoca diluviana - encheu os diques de Nova Orleães e os corações islâmicos um pouco por todo o lado.
Ao Sopro de Ála seguiu-se, com igual e desmesurada fúria, o Martelo de Deus, no Afeganistão. Rezam as mais recentes crónicas que debaixo de água e chão jazem milhares de mortos em ambos os lados. Os deuses - quer existam quer não - não sofrem da doença evolutiva do homens: continuam zangados, pouco diplomáticos e com tendências manifestamente partidárias em relação àqueles que escolhem. Os homens de hoje, esses, têm os deuses que merecem e que adoram.