1pordia
Dá saúde e alegria
quinta-feira, abril 19, 2007
terça-feira, julho 18, 2006
HI5 - Fufice e crítica construtiva
Bem sei que há mais sites na internet sem serem os pornográficos, os semi-pornográficos e os que tentam induzir a pornografia. Mas são desinteressantes e mais vale escrever sobre a terceira perna do cão. Curiosidades do HI5 e dos múltiplos grupos de fufedo que por lá abundam (há quesitos que têm de ser resolvidos para a vida continuar):
- Porque é que a maior parte dos utilizadores dos grupos de lambe-cricas são homens? Têm pseudo-amigos que lhes segredam "vai pá, inscreve-te! Na verdade, as gajas que dizem que gostam de gajas gostam é de gajos! E quanto mais idiotas e boçais parecerem, melhor! Põe uma foto do mastro em riste e vais ver que te descem mais conas por ele do que bombeiros pelo varão num alarme de incêndio!"
- Porque é que metade das utilizadoras destes grupos mete fotografias tiradas de sites de gajas nuas ou de actrizes porno? Estão à espera de serem contactadas e suprir a mentira dos 120 Kg apresentando uma personalidade fantástica? "Posso não ter essa cinturinha que tanto admiraste filha, mas li Proust, admiro a primeira fase do expressismo russo e dou 500 lpm (Lambidelas por Minuto) no clitómetro"...
- Como é que uma miúda de 16 anitos descreve no seu profile que gosta de bater pratos e, simultaneamente, isso parece passar desapercebido a todo o grupo de amigos do secundário que por lá pastam o ócio? Se eu tivesse agora 16 anos e o prazer de descobrir amigas lesbianas a partilharem o mesmo ar que eu, decerto teria um comportamento menos civilizado do que os actuais aprendizes de adulto.
- Porque é que há tantas moçoilas giras a jogar no F.C. Snaita? Não me entristece, seguramente, porque cada aparição de fufa gira permite redimir gradualmente a imagem barroca e nauseante de duas tipas de cabelo rapado e mamas africanas que me inculcaram na puberdade, mas aguça-me a curiosidade não conseguir delinear duas ou três figuras-tipo do lesbianismo como se consegue, quase sempre facilmente, com os fanchonos.
Coirão update
A rameira que menciono num post anterior e que figura na lista de blogs de merda acaba de publicar um post comemorativo das 10.000 visitas ao seu cantinho de putice. Com menos 20 anos no coiro até lhe dava os parabéns pela foto exposta. Assim, espero que o neurónio que controla a motricidade desapareça em breve ou que a máquina fotográfica estoure numa fartura de botija de gas.
sexta-feira, julho 14, 2006
Procuram-se blogs realmente maus e outros ovnis
Conhecem blogs maus? Realmente maus? Tão estranhos que nem se atrevem a descrevê-los sob pena de trambolharem no absurdo verbal? Estórias que nem o Chris Carter, altamente dopado, podia conceber? Mandem-nos as ligações. Concebemos um programa, formulado sobre as bases das mais recentes teorias semiológicas, que analisa uma sequência de escritos e produz uma descrição adequada do conteúdo tido em consideração. Para além disso, aumentamos consideravelmente o espólio de inutilidades e bizarrias internéticas. Testem-nos e habilitem-se a ganhar uma grade da novíssima Frize tremoço-chantilly.
sexta-feira, julho 07, 2006
Coisas que só acontecem às Sextas-feiras.
- Descobrir o blog de uma rameira - que será obviamente adicionado à secção de "blogues de merda" - ou realmente maus, consoante a educação que receberam entreportas - com dinheiro e mau gosto abundantes, provavelmente swinger, exibicionista de um par de mamas que que não chegam para a salvar da vulgaridade estética, burra que nem um calhau, pretensa crítica cinéfila no ramo da indigência mental e certamente conhecedora da maioria das pixotas a norte do Tejo. Ah, também viaja muito e comprou uma carrinha nova (life can't be more exciting than this...) Máxima adequada para a lápide deste coirão: "Aqui jaz a Susana Rodrigues, a quem Deus deu um neurónio por cada mama e que deles fez um uso proporcionalmente inverso ao que fez delas" (que se foda a sintaxe, u get it).
- Pensar que se pode fazer uma crítica construtiva do Desidério Murcho, alma mater da nova filosofia portuguesa sem recorrer à obscenidade ou ao ataque fácil (isto tudo ocorreu-me enquanto pintava um azulejo - o que reforça os méritos do trabalho manual e das terapias ocupacionais). Por exemplo: não começar por fazer analogias entre o nome do rapaz e a sua genitalia. O argumento ad hominem, por mais atractivo que seja, é de evitar a todo o custo (não porque não seja verdade, mas porque é o menor dos seus problemas). Sem falsa fé, dizer, em tom calmo e pausado, que o Desidério é dono de uma pobreza mental incontestável (uma espécie de "pôr o defeito a fazer o pino"). Afirmar, sem receio de atentar à verdade, que o D.M. (os acrónimos suavizam a "força" do apelido) é o maior pensador português da rua dele. Não falar do apelido. Dizer, por exemplo, que ele tem tanta filosofia como cabelo; que é tão bom naquilo que faz como o resto dos portugueses; que tem o dom de nos fazer rir e pasmar, simultaneamente; que vai ficando melhor com a idade (a falta de cabelo na cabeça, sobra-lhe no nariz), etc. Exercício a repetir enquanto se molda um nabo em argila ou se cortam as unhas - tão terapêutico como o sudoku.
- Elaborar um manifesto a ser publicado por cima dos melhores mictórios deste país. "Pela sua saúde, não leia, não veja televisão, não vá ao cinema, não frequente teatros. O Código da Vinci não é cultura, nem a apresentação da verdade sobre a Igreja ou sobre Jesus Cristo. É tão bom como os escarros impressos do Paulo Coelho e não o vai salvar de ser um iletrado, analfabeto e microcéfalo para o resto da vida. Se distrair-se é o seu lema, veja boa pornografia holandesa. Melhor prazer e menos tempo gasto. Os documentários do Canal História não o vão tornar douto na arte de ver para trás com acuidade. Vai lembrar-se de meia dúzia de nomes e, com sorte, de uma data. De resto, ficará impassivelmente cretino como dantes. Não passa mais nada de jeito nos outros 56 canais? Veja pornografia russa. São novitas, precisam da cheta e apreciam o seu trabalho (uma espécie de "pobretes mas alegretes" hardcore). Se acha que o melhores filmes que viu nos últimos anos foram o "Velocidade Furiosa I, II e III" meta-se no carro e esmerde-se na parede de uma cadeia ou de um quartel, para que o abatam caso sobreviva à colisão. Se concorda comigo, veja pornografia sueca (mais curvas, mais testosterona e menos perigo de acabar de patas para o ar numa ravina qualquer). Se acha que o ás de trunfo da cultura está na sua mão por ter assitido a duas revistas e à última megaprodução do Villaret, deixe-me dizer-lhe uma coisita ou outra que não quero que em nada abale a nossa fresca camaradagem provisória: o cavalheiro é um labrego cujo espaço entre as orelhas tem mais cera que massa cinzenta. Não se assuste nem desmoreça: há muitos frequentadores de La Féria e restantes sumidades da anedota boçal em palco que também comungam da crença segundo a qual a cultura e o assento do teatro mantém uma ligação umbilical. Ver por ver, veja antes pornografia amadora (ri-se o mesmo e ainda dá para sacar uns acordes de gaita lisa).
Um grande bem-haja e não se esqueça de que sacudir mais do que duas vezes a pixota é considerado masturbação.
Ah, e por muito que o Discovery Chanel apregoe, Darwin, no seu caso, estava rotundamente errado."
quarta-feira, julho 05, 2006
OS velhos são chatos - II
Um gajo vais aos correios, apretrechado da mais fina fé de encontrar a coisa mais ou menos num estado desértico, porque o Mundial anda nos pés, na cabeça e nas bocas de toda a gente, sorvendo avidamente tempo de ócio e a réstia de espaço neuronal que alguns compatriotas ainda possuem e depara-se com uma estação absolutamente apinhada de gente a mandar cartas, a receber registos, a telefonar sabe Deus para que país de idioma incompreensível, um autêntico rebuliço de envelopes, caixotes e pseudo-sânscrito nas cabines telefónicas e assalta-me imediatamente a vontade de exibir, em tom contido mas revoltado, a pontinha mais rosada e macia que Deus me deu e imediatamente depois puxar o cordelinho artesenal que detona um corpete de explosivo plástico capaz de estilhaçar meia aldeia alentejana para que esta merda toda se quilhe à moda americana e não consigo, nunca consigo dar vazão a esta fúria da espera, a esta obrigatória modorra que se instala em jeito de lapa de cada vez que tenho de comprar um selo ou pagar uma contribuição qualquer e lá me quedo no meu canto, número 206 na mão, olhos postos ora no mostrador electrónico ora nas maminhas enjeitadas da tipa menos feia presente na estação e quase que durmo num fingido conforto de alumínio e enquanto os números rodam no visor os velhos aproximam-se dos balcões numa ligeireza de linces, envelopes gordos de contas de água luz e telefone nas mãos, postura de imbecilidade treinada e perguntam ao empregado indefeso, numa manha cigana mista de distração e atrevimento, se podem pagar só umas continhas, que lhes doem as costas, dizem, que o reumático não perdoa, que não eprcebem nada de filas números esperas e guichês, que tudo era diferente no tempo de Salazar ou de outro ovni histórico qualquer, que só querem pagar e ir para casa e eu assisto a tudo, qual mexicano em letargia de sol, consciente da aritmética falaciosa do mostrador electrónico, que roda os números de duas em duas ou de três em três pessoas e a espera dá lugar à tremedeira nervosa, porque os velhos multiplicam-se como coelhos + primavera e nunca mais vou sair dali, eu que só quero comprar dois selos, duas míseras estampas com 3 centímetros quadrados cada, eu que pago as minhas contas todas por transferência bancária para evitar sujeitar-me à espera infinita e eles chegam, tortos de uma artrose que comodamente se sume assim que são atendidos e eu instalo-me no espanto de se poder pagar contas da luz nos correios, eu que não me imagino a comprar pilhas na farmácia ou a declarar o esquelético rendimento no padeiro e esta gente agultina-se em volta dos guichês como glóbulos vermelhos até que eu decido, num surto inesperado de brio e amor-próprio, que nem mais um velho se esquivará à civilizada arte da espera e encosto-me ao balcão, pronto a travar um sextagenário atrevidote com um maço de envelopes da EDP e resoluta mas pacientemente pergunto-lhe pela senha enquanto o velho se contorce em maneirismos de cobra, palpando todos os bolsos num ar progressivamente mais tristonho eu sorrio, confiante de que terei alguma coisa de interessante para contar ao jantar e o velho, num absoluto inesperado, ajoelha-se à minha frente, soluçando que não tem dinheiro, que a reforma é pouca e nem chega para o tabaco, que me dava, diz ele, que me dava se tivesse, enquanto soluça um histerismo barítono que atrai a atenção de todos e de repente sou um gatuno, um gatuno da pior espécie, daqueles que tanto roubam os chupas às criançinhas como as reformas aos velhos, um drogadito com lata e aspecto mediano, na melhor das hipóteses e antes que dê por mim estou cercado, os velhos acorrem num socorro grupal ao sextagenário chorão e provavelmente meio surdo ou meio parvo e eu tenho rebolar dali para fora, por debaixo das pernas dos velhos e das velhas e assim que que saio porta fora e consigo retomar o fôlego decubro-me repleto de arranhões semi-cirúrgicos, provavelmente conseguidos na fuga pelo matagal de pernas que nunca viram cera ou estecista e começo a pensar na história que vou contar ao jantar, ou se vou mesmo jantar a casa.
terça-feira, junho 27, 2006
Prémio Nabokov 2006
Quem não conhece o HI5 não sabe o que perde. É uma das mais vastas amostragens da estupidez humana e o playgarden preferido das lolitas com aspirações de aparecerem na penthouse, na playboy ou simplesmente na minha cabeça, às quatro de uma qualquer tarde sonolenta. Esta menina leva o Premio Nabokov - que duas primeiras sílabas tão apropriadas... - 2006.






