Coisas que só acontecem às Sextas-feiras.
- Descobrir o blog de uma rameira - que será obviamente adicionado à secção de "blogues de merda" - ou realmente maus, consoante a educação que receberam entreportas - com dinheiro e mau gosto abundantes, provavelmente swinger, exibicionista de um par de mamas que que não chegam para a salvar da vulgaridade estética, burra que nem um calhau, pretensa crítica cinéfila no ramo da indigência mental e certamente conhecedora da maioria das pixotas a norte do Tejo. Ah, também viaja muito e comprou uma carrinha nova (life can't be more exciting than this...) Máxima adequada para a lápide deste coirão: "Aqui jaz a Susana Rodrigues, a quem Deus deu um neurónio por cada mama e que deles fez um uso proporcionalmente inverso ao que fez delas" (que se foda a sintaxe, u get it).
- Pensar que se pode fazer uma crítica construtiva do Desidério Murcho, alma mater da nova filosofia portuguesa sem recorrer à obscenidade ou ao ataque fácil (isto tudo ocorreu-me enquanto pintava um azulejo - o que reforça os méritos do trabalho manual e das terapias ocupacionais). Por exemplo: não começar por fazer analogias entre o nome do rapaz e a sua genitalia. O argumento ad hominem, por mais atractivo que seja, é de evitar a todo o custo (não porque não seja verdade, mas porque é o menor dos seus problemas). Sem falsa fé, dizer, em tom calmo e pausado, que o Desidério é dono de uma pobreza mental incontestável (uma espécie de "pôr o defeito a fazer o pino"). Afirmar, sem receio de atentar à verdade, que o D.M. (os acrónimos suavizam a "força" do apelido) é o maior pensador português da rua dele. Não falar do apelido. Dizer, por exemplo, que ele tem tanta filosofia como cabelo; que é tão bom naquilo que faz como o resto dos portugueses; que tem o dom de nos fazer rir e pasmar, simultaneamente; que vai ficando melhor com a idade (a falta de cabelo na cabeça, sobra-lhe no nariz), etc. Exercício a repetir enquanto se molda um nabo em argila ou se cortam as unhas - tão terapêutico como o sudoku.
- Elaborar um manifesto a ser publicado por cima dos melhores mictórios deste país. "Pela sua saúde, não leia, não veja televisão, não vá ao cinema, não frequente teatros. O Código da Vinci não é cultura, nem a apresentação da verdade sobre a Igreja ou sobre Jesus Cristo. É tão bom como os escarros impressos do Paulo Coelho e não o vai salvar de ser um iletrado, analfabeto e microcéfalo para o resto da vida. Se distrair-se é o seu lema, veja boa pornografia holandesa. Melhor prazer e menos tempo gasto. Os documentários do Canal História não o vão tornar douto na arte de ver para trás com acuidade. Vai lembrar-se de meia dúzia de nomes e, com sorte, de uma data. De resto, ficará impassivelmente cretino como dantes. Não passa mais nada de jeito nos outros 56 canais? Veja pornografia russa. São novitas, precisam da cheta e apreciam o seu trabalho (uma espécie de "pobretes mas alegretes" hardcore). Se acha que o melhores filmes que viu nos últimos anos foram o "Velocidade Furiosa I, II e III" meta-se no carro e esmerde-se na parede de uma cadeia ou de um quartel, para que o abatam caso sobreviva à colisão. Se concorda comigo, veja pornografia sueca (mais curvas, mais testosterona e menos perigo de acabar de patas para o ar numa ravina qualquer). Se acha que o ás de trunfo da cultura está na sua mão por ter assitido a duas revistas e à última megaprodução do Villaret, deixe-me dizer-lhe uma coisita ou outra que não quero que em nada abale a nossa fresca camaradagem provisória: o cavalheiro é um labrego cujo espaço entre as orelhas tem mais cera que massa cinzenta. Não se assuste nem desmoreça: há muitos frequentadores de La Féria e restantes sumidades da anedota boçal em palco que também comungam da crença segundo a qual a cultura e o assento do teatro mantém uma ligação umbilical. Ver por ver, veja antes pornografia amadora (ri-se o mesmo e ainda dá para sacar uns acordes de gaita lisa).
Um grande bem-haja e não se esqueça de que sacudir mais do que duas vezes a pixota é considerado masturbação.
Ah, e por muito que o Discovery Chanel apregoe, Darwin, no seu caso, estava rotundamente errado."
1 Comments:
Tanta raiva, "vem rastejar que te faz bem..."
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