Nandrolona, leitões e futebol

A fotografia que figura do lado esquerdo é um instantâneo da capa da biografia de Jorge Costa, chamada "Capitão", editada pela Prime Books - mais uma fábrica de encher chouriços a papel impresso, de entre as muitas que vingam no panorama editorial presente.
Respostas a "Era o Jorge Costa uma criança feliz?", "Era a bola o brinquedo preferido dele?", "Sofria a mãe ou a namorada de cada vez que ele entrava em campo?" ou "Quais os seus programas preferidos?" ou ainda "Quantas vezes o Jorge Costa sacode o pirilau quando enche um mictório?" são decerto peças de colecção para tarados cuja fantasia não logra ultrapassar a de uma amiba em estado comatoso - sem prejuízo para as restantes. Imagino os Super Dragões, à volta de uma fogueira - convenientemente preparada pelo rebentamento de uma estação de serviço qualquer na A1 - incitando o único de entre eles que sabe juntar uma consoante a uma vogal a titubear-lhes languidamente as histórias do Capitão Costa enquanto alguns remexem nos bolsos à procura de um resto de pilinha onde possam sossegar o frenesim literário. E ainda há quem considere a leitura uma actividade solitária e enfadonha...
Quanto à história dos porcos e da nandrolona, aceito sugestões inteligíveis para comentários próximos.

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